quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
Uma dose de controle...
Tudo é questão de controle.
Toda ditadura tem uma obsessão.
E é isso.
Na Roma Antiga, davam pão e circo para as pessoas.
Entretiam o povo com "diversão burguesa", exacerbadamente.
Hoje, novas ditaduras usam outras estratégias para controlar ideias.
Baixam o nível da educação, a crítica,
Limitam a cultura, a informação.
Censuram qualquer meio de autoexpressão, individual ou coletivo,
em especial o "jornalismo livre".
E é importante lembrar... este é um padrão que se repete na história;
e História, com 'H' - porque nem o maiúsculo pôde livrar-se...
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
Rebubine
Não necessariamente porque a droga malhada se encarregou do ponto final,
mas porque a droga de vida que se levava tornou-se insustentavel para muito deles.
São os "barulhentos da nação" que entraram em rota de colisão com o horror dos dias e que, se ainda estivessem por aqui, comprariam muito barulho por nada.
São tempos de nada, ocos como a geração selfie-ursinho de pelucia,
tempos vazios sem voz para os barulhentos que - há controvérsias -
trouxeram uma bomba pela arte ao mundo.
sábado, 20 de dezembro de 2014
S's
Existe amor.
Existe amor de si profundamente envolvido de si mesmo.
Até tesão há. Mas que cargas d'água!
Esse mundo só sabe ser feliz acompanhado?
Não folheo mais poesias.
Elas são sempre plurais de 2 corpos.
Ser o singular mais plural que conhecer:
Nomes nos fazem plural
Santa alegria é ser amado! AH!
Que prazer dos nomes que trago
Mas no final do dia é dormir sozinha.
E com todo respeito: Conto as horas para acompanhar de mim para comigo!
Nascemos singular.
Plural é relativo, amigo.
Você e seu vinho é plural.
Você e sua memória? Puts! Que pluralidade.
Você com mais alguém na cama?
Pode ser um terrível silêncio de solidão a dois.
Sou feliz na minha particularidade.
Até que venha o homem que saiba ser feliz sozinho,
Mas nunca só.
A esse, digo sim.
Mas desde ontem, hoje e para sempre:
digo o "sim" a mim mesma.
A minha fundamental liberdade.
Por poesias que saibam ser felizes sozinhas;
Mas naquela solidão sempre acompanhada.
Afinal: "Quem sou eu?"
Eu sou o ontem, hoje
e serei também o amanhã.
Ah! Claro... Maria, João e tantos outros.
Um prazer infinito a mim.
Uma eterna interrogação
a se responder.